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  <dc:title>Agrobiodiversidade e conhecimentos tradicionais na Amaz&#xF4;nia brasileira : impactos da patrimonializa&#xE7;&#xE3;o de um sistema agr&#xED;cola</dc:title>
  <dc:creator>/Emperaire, Laure (dir.)</dc:creator>
  <dc:creator>Almeida, M.</dc:creator>
  <dc:creator>/Laplaze, Laurent</dc:creator>
  <dc:creator>/Thirion, Ghislaine</dc:creator>
  <dc:creator>/Vidal, Laurent</dc:creator>
  <dc:description>O projeto de pesquisa Pacta 'Popula&#xE7;&#xF5;es, Agrobiodiversidade e Conhecimentos Tradicionais Associados' (2005-2019) foi realizado no &#xE2;mbito da coopera&#xE7;&#xE3;o bilateral entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#xED;fico e Tecnol&#xF3;gico



(CNPq) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) por um lado e o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) por outro. Ele reuniu pesquisadores brasileiros e franceses em torno de uma preocupa&#xE7;&#xE3;o comum: a eros&#xE3;o



gen&#xE9;tica e cultural da diversidade agrobiol&#xF3;gica cultivada pelas popula&#xE7;&#xF5;es tradicionais. O papel das comunidades tradicionais na exist&#xEA;ncia de uma ampla base gen&#xE9;tica e na soberania alimentar, local ou nacional, come&#xE7;a de fato apenas



a ser reconhecido. Al&#xE9;m da no&#xE7;&#xE3;o de recurso produtivo, as pesquisas ressaltaram a diversidade das configura&#xE7;&#xF5;es entre diversidade cultural e diversidade agrobiol&#xF3;gica. O contexto sociopol&#xED;tico brasileiro da pesquisa foi marcado pelos seguintes



elementos: 1) o debate sobre os direitos intelectuais referentes a recursos biol&#xF3;gicos e as autoriza&#xE7;&#xF5;es de acesso aos conhecimentos tradicionais a eles associados; 2) a consolida&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica das associa&#xE7;&#xF5;es ind&#xED;genas e das comunidades;



3) a implementa&#xE7;&#xE3;o de instrumentos de certifica&#xE7;&#xE3;o com finalidades econ&#xF4;micas (indica&#xE7;&#xF5;es geogr&#xE1;ficas) ou culturais (inscri&#xE7;&#xE3;o no patrim&#xF4;nio nacional). A pesquisa foi inicialmente conduzida (2005-2009 em duas regi&#xF5;es, na Amaz&#xF4;nia



do Noroeste, no contexto dos povos ind&#xED;genas do Rio Negro e no alto Juru&#xE1;, na Amaz&#xF4;nia do Sudoeste, junto a pequenos agricultores, descendentes de seringueiros. O objetivo era caracterizar a agrobiodiversidade e suas formas de



manejo. Posteriormente, o projeto expandiu-se para outras regi&#xF5;es do Brasil, visando a identifica&#xE7;&#xE3;o de uma pluralidade de modelos de manejo. A abordagem interdisciplinar visava entender o funcionamento do sistema agr&#xED;cola local nos



seus componentes materiais e imateriais. No caso do Rio Negro, aqui desenvolvido, a abordagem interdisciplinar levou ao reconhecimento patrimonial de um sistema agr&#xED;cola ind&#xED;gena num contexto marcado por mudan&#xE7;as r&#xE1;pidas ligadas em grande parte ao crescente papel da



cidade, &#xE0;s a&#xE7;&#xF5;es de 'moderniza&#xE7;&#xE3;o' da agricultura, aos desafios da transmiss&#xE3;o dos conhecimentos tradicionais, ou ainda &#xE0; necessidade de uma fonte de renda criando assim as condi&#xE7;&#xF5;es de fragiliza&#xE7;&#xE3;o gen&#xE9;tica e cultural dessa diversidade



agrobiol&#xF3;gica. Da&#xED; o desafio de dar visibilidade a essas agriculturas marginalizadas por meio de um reconhecimento como patrim&#xF4;nio imaterial do Brasil. Assim, o projeto teve como foco questionar o futuro de um sistema agr&#xED;cola



tradicional num contexto de globaliza&#xE7;&#xE3;o. De fato, a diversidade dos recursos materiais e imateriais mobilizados nesses sistemas mostra que eles trazem solu&#xE7;&#xF5;es e inova&#xE7;&#xF5;es de interesse nacional, como exemplificam as pr&#xE1;ticas



agroecol&#xF3;gicas que se inspiram fortemente neles. A complementaridade das compet&#xEA;ncias dos parceiros brasileiros e franceses permitiu a realiza&#xE7;&#xE3;o do projeto. As pesquisas colaborativas visando ao di&#xE1;logo entre saberes locais e cient&#xED;ficos foram fortemente impulsionadas pelos pesquisadores brasileiros, enquanto a quest&#xE3;o patrimonial esteve, pelo menos no in&#xED;cio do Pacta, mais ligada &#xE0; experi&#xEA;ncia do lado franc&#xEA;s.



As atividades de pesquisa tiveram como impactos: 1) o primeiro reconhecimento de um sistema agr&#xED;cola tradicional como patrim&#xF4;nio imaterial da na&#xE7;&#xE3;o, destacando o papel crucial das popula&#xE7;&#xF5;es tradicionais, especialmente das mulheres,



na exist&#xEA;ncia de uma diversidade de plantas cultivadas; 2) o fortalecimento dos di&#xE1;logos interdisciplinares entre ci&#xEA;ncias naturais e ci&#xEA;ncias humanas e, multiculturais, entre saberes cient&#xED;ficos e locais; 3) a an&#xE1;lise das rela&#xE7;&#xF5;es



que interligam plantas cultivadas e sociedades tradicionais. Os impactos aqui apresentados decorrem de di&#xE1;logos com os atores cient&#xED;ficos, os gestores e as popula&#xE7;&#xF5;es locais, que participaram do projeto ou que acompanharam seu



desenvolvimento.</dc:description>
  <dc:publisher>IRD</dc:publisher>
  <dc:date>2025</dc:date>
  <dc:type>text</dc:type>
  <dc:identifier>https://www.documentation.ird.fr/hor/fdi:010096095</dc:identifier>
  <dc:identifier>fdi:010096095</dc:identifier>
  <dc:identifier>Emperaire Laure (dir.), Almeida M., Laplaze Laurent, Thirion Ghislaine, Vidal Laurent. Agrobiodiversidade e conhecimentos tradicionais na Amaz&#xF4;nia brasileira : impactos da patrimonializa&#xE7;&#xE3;o de um sistema agr&#xED;cola. IRD, ). 2025, 62</dc:identifier>
  <dc:language>PO</dc:language>
  <dc:coverage>BRESIL</dc:coverage>
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